segunda-feira, 14 de abril de 2008

O túnel

Aquela caverna chegava cada vez mais perto. Tudo ficava maior, os sons ecoavam mais alto, à medida que se aproximava. Era lindo, mas espantoso. Aquelas bolas luminosas trafegando no lugar o deixavam tonto. O ar ficava escasso e os olhos lacrimejavam. As mãos, suadas, escorregavam do volante. As pernas tremiam enquanto, desesperadamente, desejava que aquilo acabasse. De repente, vê um brilho ao fim. A esperança toma conta de seu corpo. Suas mãos, mais firmes, agarram com força o volante. As pernas já não tremem mais. As luzes se enfraqueciam, eram esquecidas gradativamente. Finalmente, pôde enxergar novamente. A lucidez era tão maravilhosa.

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